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domingo, 6 de setembro de 2026

A EDUCAÇÃO DE SANTA CRUZ CONTINUA MALTRATANDO OS PROFESSORES

Mais uma situação que precisa ser questionada.

Desta vez, uma professora concursada, readaptada por questões de saúde, com recomendação para exercer atividades que não exigissem esforço físico, teria sido encaminhada para trabalhar na comunidade de Bom Sucesso, na zona rural.

A situação chama ainda mais atenção porque a professora reside em Tangará, tem um filho pequeno e não possui residência na comunidade para onde foi encaminhada. Diante de suas condições de saúde e da necessidade de deslocamento, fica a pergunta: esse encaminhamento levou realmente em consideração a realidade e as limitações dessa profissional?

E tem mais.

Recentemente, uma professora com 29 anos de carreira também foi encaminhada para uma comunidade da zona rural, sob a justificativa de que teria solicitado a mudança.

Então, diante do caso atual, fica uma pergunta que não quer calar:

Será que a professora readaptada também pediu para ir?

Será que uma profissional que passou pelo INSS e possui limitações de saúde solicitou ser encaminhada para uma comunidade distante de sua residência?

Se foi pedido da professora, que se apresente o pedido. Se não foi, quais foram os critérios utilizados para esse encaminhamento?

Readaptação não pode significar simplesmente colocar o servidor em qualquer lugar. É preciso considerar suas condições de saúde, as atribuições compatíveis com sua readaptação e as condições concretas para que possa exercer seu trabalho com dignidade.

Professores concursados, com anos de dedicação ao serviço público, merecem respeito, escuta, transparência e diálogo.

Uma professora com 29 anos de carreira merece ser ouvida. Uma professora readaptada também merece ter suas limitações respeitadas.

E fica a pergunta para a gestão da educação municipal:

É esse o diálogo que está sendo oferecido aos professores de Santa Cruz?

Porque diálogo não pode existir apenas quando é conveniente. Diálogo é ouvir, considerar as condições do servidor e buscar soluções que respeitem sua dignidade.

A educação precisa valorizar quem está na sala de aula. Quem educa também precisa ser cuidado e respeitado.

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